domingo, 19 de agosto de 2012

Outra forma de combater o desemprego

Quando o atual governo iniciou o seu mandato, em Setembro 2011, a taxa de desemprego cifrava-se em 12,6%, sendo o número de desempregados de 675 mil.
Hoje decorrido apenas um ano do atual mandato, ficamos a saber no passado dia 14 de Agosto, que a percentagem de desemprego é a mais elevada de sempre, desde o 25 de Abril de 1974, tendo atingido em Junho do corrente ano, o valor de 15,4%, o mesmo é dizer que o número de desempregados ascendeu aos 827 mil. Ou seja, o número de desempregados, num ano, sofreu um aumento de 22,5% dos inscritos nos centros de emprego.
Se, a isto somarmos a diminuição brusca do consumo interno, percebemos que as dificuldades dos Portugueses se vão manter por mais tempo, do que o inicialmente previsto e assumido pelo governo, “fruto” de uma teimosia de “nem mais tempo, nem mais dinheiro”, fazendo-nos lembrar o tempo do “orgulhosamente sós…”.
Mas, se isto é verdade em relação ao todo nacional, o que se passa no nosso município? Gaia é o terceiro município mais populoso do País, conta com cerca de 320 mil habitantes, de acordo com os números recentemente publicados, o número de desempregados em Gaia, ultrapassou os 35.000, ou seja, cerca de 11% da totalidade dos habitantes do município de Gaia, estão desempregados.
Assim e para fazer face à difícil crise económico-financeira que está a originar uma fortíssima crise social na sociedade portuguesa, como a que estamos a atravessar, é necessário que a sociedade civil se mobilize na procura de soluções para este tão grave problema tendo vindo a assistir à emergência de um “novo” conceito: empreendedorismo social.
Isto é, um grupo de cidadãos empreendedores que efetuam mudanças fundamentais no setor social, com visão, que tratam a causa dos problemas e procuram uma visão sistémica dirigida para a sustentabilidade da sociedade.
Os empreendedores sociais desempenham o papel de agentes de mudança no setor social ao adotar uma missão para criar e manter valor social, reconhecer e procurar obstinadamente novas oportunidades para servir essa missão; empenhar-se num processo contínuo de inovação, adaptação e aprendizagem; agir com ousadia sem estar limitado pelos recursos disponíveis no momento e prestar contas à comunidade que servem.
Estes empreendedores sociais, não produzem bens e serviços para vender, dão respostas a problemas sociais, são orientados a setores da população em situações de riscos sociais.
Os empreendedores sociais enquadram-se no âmbito das problemáticas do terceiro setor, respetivamente:
a)      Na luta contra a pobreza e exclusão social;
b)      No emprego e na inserção socioprofissional e
c)      No desenvolvimento local e sustentável.
Os empreendedores sociais são pessoas que imaginam, desenvolvem e realizam visões, ou seja, são pessoas que transformam sonhos em realidade a favor da melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. Para os empreendedores sociais, inovação e criatividade são valores orientados para a construção de uma sociedade mais digna, mais justa e com mais igualdade.
Numa época de crise económica, financeira e social, como a que estamos a atravessar, os empreendedores sociais, são agentes fundamentais na procura de soluções e na criação de empregos sociais que visem a inserção socioprofissional, contribuindo assim para diminuir e combater o desemprego.
                                           

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